Parece que esta tudo diferente
mas será que esta mesmo?
Ou foi o olhar de quem vê?
Chega a tarde vai o dia,
vida volta a escurecer.
Das coisas junto monte
Monte esse muita coisa
nada fácil de escalar
Vira o tempo, viro espera
um difícil aquietar
…………..
No terceiro ano tudo é pressa de um tempo que se espera muito, e para Bolinha a espera já coçava e avermelhava, de tanto se esfregar, é um tempo que se sabe, determina todos os outros, tempo das escolhas, e de que, de alguma maneira, não se vive plenamente, dia a hora, parece que tem um outro eu querendo saber como vai se comportar em todas as situações, e como tem olhos grande esse eu, e oras, ele não deixa passar nada.
Lembrando Bolinha agora, ele consegue ver pontualmente todos os “sims” e “nãos” que o tornariam outra pessoa, ruim ou melhor, mas outra. Em sua cabeça, que só pra se machucar um pouco, ele lembra, com muito menos cabelos que gostaria, está marcado todos esses tempos, e ele mais que lembra, consegue sentir o cheiro.
O tempo é uma coisa que realmente se esvai. Do aqui ao ali, menos que segundo. E pior, depois se perde mais não sei quantas horas tentando recuperar esse tempo que não se encontra mais, tempo em aceitar pra lá deixar. Bateria arriada.
Nesse tempo de colégio, deixamos de ser meninos, sem vontade parar de pensar em ser jogador de futebol famoso ou guitarrista de banda gigante, pra querer ser engenheiro, advogado ou outra coisa que nossos pais desejam como caminho certo, coisas das quais sabemos o nome, mas nada mais que isso. Opções de curso que escolhemos pela seguinte equação, concorrentes divididos pelo esforço que vamos dedicar ao estudo. Bolinha escolheu uma opção com poucos candidatos/vaga.
Curso barato e de fácil acesso, com gente que acreditava junto, apoiando em cima. Uma promessa, mas o dia a dia das contas e matérias iguais com predicados diferentes, não trazia o sorriso de ir, dia a dia no ônibus vermelho. E antes que acabasse com ele, o curso largou.
Voltou para fantasticar a vida, encarou o preço e as perdas disso, encarou o demorar do resultado, encarou o tempo. E nesse tempo de lembranças de fotos amareladas, ele viu que era bom, e veio a tarde e a manhã. Terceiro dia.
………………………………………………………
[ Leonardo Avelar ]
Parece que esta tudo diferente
mas será que esta mesmo?
Ou foi o olhar de quem vê?
Chega a tarde vai o dia,
vida volta a escurecer.
Das coisas junto monte
Monte esse muita coisa
nada fácil de escalar
Vira o tempo, viro espera
um difícil aquietar
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No terceiro ano tudo é pressa de um tempo que se espera muito, e para Bolinha a espera já coçava e avermelhava, de tanto se esfregar, é um tempo que se sabe, determina todos os outros, tempo das escolhas, e de que, de alguma maneira, não se vive plenamente, dia a hora, parece que tem um outro eu querendo saber como vai se comportar em todas as situações, e como tem olhos grande esse eu, e oras, ele não deixa passar nada.
Lembrando Bolinha agora, ele consegue ver pontualmente todos os “sims” e “nãos” que o tornariam outra pessoa, ruim ou melhor, mas outra. Em sua cabeça, que só pra se machucar um pouco, ele lembra, com muito menos cabelos que gostaria, está marcado todos esses tempos, e ele mais que lembra, consegue sentir o cheiro.
O tempo é uma coisa que realmente se esvai. Do aqui ao ali, menos que segundo. E pior, depois se perde mais não sei quantas horas tentando recuperar esse tempo que não se encontra mais, tempo em aceitar pra lá deixar. Bateria arriada.
Nesse tempo de colégio, deixamos de ser meninos, sem vontade parar de pensar em ser jogador de futebol famoso ou guitarrista de banda gigante, pra querer ser engenheiro, advogado ou outra coisa que nossos pais desejam como caminho certo, coisas das quais sabemos o nome, mas nada mais que isso. Opções de curso que escolhemos pela seguinte equação, concorrentes divididos pelo esforço que vamos dedicar ao estudo. Bolinha escolheu uma opção com poucos candidatos/vaga.
Curso barato e de fácil acesso, com gente que acreditava junto, apoiando em cima. Uma promessa, mas o dia a dia das contas e matérias iguais com predicados diferentes, não trazia o sorriso de ir, dia a dia no ônibus vermelho. E antes que acabasse com ele, o curso largou.
Voltou para fantasticar a vida, encarou o preço e as perdas disso, encarou o demorar do resultado, encarou o tempo. E nesse tempo de lembranças de fotos amareladas, ele viu que era bom, e veio a tarde e a manhã. Terceiro dia.
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[ Leonardo Avelar ]
Posted 5 months ago
